Síndrome adquirida dos corpos suspensos...
Infecção generalizada de olhos suspeitos;
Doenças sem culpa, crianças sem cura.
Abatido pelo cansaço da esperança.
Vidas que cortam a transamazônica:
Imagem, semelhança do próximo.
A vida cobrada em impostos
Mais forte e sem tristeza;
Seguimos contra a correnteza.
Nuvens carregadas trazem o castigo da natureza...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Dirimir
Quem vai resolver? Quem nos irá dizer? Não! Não espere por mim... Dirimir não é de meus talentos, aliás nem talento sei se existe. Só não acredito no fim escatológico judaico-cristão; e que passa pelas mãos do Estado e hoje é virtualizado na verbalização embriagante de falantes que não sabem o que lhes saem da boca.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Mãe dos Santos

Quando logo surgi o que lhe fiz? Chorar...
Enquanto crescia sua agonia era me ensinar
Agora sua lágrima me faz reclinar: hesito em fazer
O que é preciso nunca será preciso
Não saber faz experimentar
O que não tem gosto é hesitar
Entre eu e você há algo... não necessita que alguém diga
Pois ainda caminho por sua barriga
Seus olhos são minhas esquinas
Seu coração é a minha bateria
Quando não mais puder dançar neste ritmo
Não fará mais sentido correr na contra-mão
Restar-me-á cem sentidos sem direção
Se ainda a isso transpor terei que me engravidar
Para quem sabe ter seu coração outra vez em mim pulsar.
Enquanto crescia sua agonia era me ensinar
Agora sua lágrima me faz reclinar: hesito em fazer
O que é preciso nunca será preciso
Não saber faz experimentar
O que não tem gosto é hesitar
Entre eu e você há algo... não necessita que alguém diga
Pois ainda caminho por sua barriga
Seus olhos são minhas esquinas
Seu coração é a minha bateria
Quando não mais puder dançar neste ritmo
Não fará mais sentido correr na contra-mão
Restar-me-á cem sentidos sem direção
Se ainda a isso transpor terei que me engravidar
Para quem sabe ter seu coração outra vez em mim pulsar.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Anabiose
(...) Eu o desconheço. És uma sombra vacante. Um vulto alienável, sobretudo por que o desconheço. Qual o teu nome? Não importa! Mas não o desprezo, não sabes quem sou. Por essas linhas pode haver comigo: um campo de batalha perdido. Sim um campo no qual me perco e cuja batalha foste tu quem travou ao fazeres por chamar a atenção dela. Ela não tem culpa. Somente tu: segunda pessoa num singular hostil. Tu és meu ódio, meu oposto?! És um homem e só te manterás assim enquanto manter a teu lado a graça dos olhos que ora ou outra ignoras. Faça-a feliz para que eu possa tentá-lo...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
descompasso
Descompassado que estou
Sinto um cansaço e vou
Para o outro lado quase que sem querer
Pior é ter que admitir que aquele lado nasce aqui...
Dias parecem perdidos, mas não mais que eu em alguns momentos
Ora fumaça, ora desgraça que grassa com o rachar do sol.
Sinto um cansaço e vou
Para o outro lado quase que sem querer
Pior é ter que admitir que aquele lado nasce aqui...
Dias parecem perdidos, mas não mais que eu em alguns momentos
Ora fumaça, ora desgraça que grassa com o rachar do sol.

A luz que se acende é a mesma que apaga meu sono. Uma luz por dia... Quem poderia dizer? Talvez você se não fosse também parte de mim!
Talvez assado talvez assim cozido ao molho pardo da sua pele
Dissolvido em seus beijos
Embebido em desejo: incorrido em suas mãos.
Sonho meu que nem durmo mais...
Rainha da noite: agripnia
Sou vosso súdito revel ao silêncio que provereis
Sigo em descompasso...
Ao passo que não há paço no reino da dor.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
Sobre bocas e moscas
Vire o verso e, veja!
A mosca que assentou aqui.
(...)Percevejo?!
Percebo mesmo avoado
Rio, ainda que acuado.
O copo que captura a mosca
É o mesmo que se põe à boca
Sim. É coisa tosca, mas me inquieta saber.
Antes não soubesse
Talvez sem sabor nem sentisse...
(...)Saber é sabor demorado
Mas diga-me quem é esse seu namorado?
Que deixa murchos esses seus lábios
Leia o que lhe escrevo!
Sinta-me e veja em seus dedos
O doce amargo em não me ter...
Se não há sabor, como saber?
Insistir é o nome do meu verbo de nascimento
Conjugue-me como quiser.
A mosca que assentou aqui.
(...)Percevejo?!
Percebo mesmo avoado
Rio, ainda que acuado.
O copo que captura a mosca
É o mesmo que se põe à boca
Sim. É coisa tosca, mas me inquieta saber.
Antes não soubesse
Talvez sem sabor nem sentisse...
(...)Saber é sabor demorado
Mas diga-me quem é esse seu namorado?
Que deixa murchos esses seus lábios
Leia o que lhe escrevo!
Sinta-me e veja em seus dedos
O doce amargo em não me ter...
Se não há sabor, como saber?
Insistir é o nome do meu verbo de nascimento
Conjugue-me como quiser.
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